Abstract
Este artigo tem como objetivo investigar a terminologia empregada na designação e descrição da COVID Longa no Português Brasileiro. A partir de um corpus de textos técnico-científicos e de divulgação científica, analisam-se as estratégias de nomeação do fenômeno e as variações terminológicas observadas. A discussão articula contribuições da Terminologia e da Linguística do Texto, com atenção à relação entre discurso especializado, práticas sociais e percepção pública da doença. O estudo evidencia a instabilidade denominativa do conceito e discute implicações para a comunicação médica e para a lexicografia especializada em português.